sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Policiais Militares do 4º BPM captura 15º foragido de Alcaçuz


Por Assessoria de Comunicação da PMRN

Mais um foragido da Penitenciária Estadual de Alcaçuz foi recapturado na tarde desta sexta-feira, 10. Joab da Silva foi capturado por Policiais Militares do 4º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo da Zona Norte de Natal.

Joab foi capturado no bairro Jardim Progresso e, no momento da prisão, portava um revólver calibre .38 e uma pequena quantidade de entorpecentes. A prisão foi possível com a colaboração da população local que fez a denúncia anônima através do Disque Denúncia. Com Joab da Silva, a Polícia Militar contabiliza 15 foragidos do Presídio de Alcaçuz recapturados.

Desde o anúncio da Operação "Metrópole Segura", ocorrida em pouco mais de 48 horas, a Polícia Militar capturou sete foragidos e condenados da Justiça, dos quais três deles eram fugitivos de Alcaçuz.

A Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte continuará incessantemente empreendendo esforços para que todos os fugitivos retornem às Unidades Prisionais o mais breve possível. E, para isso, solicita o apoio de toda a sociedade potiguar com informações que possam levar aos demais foragidos. A denúncia poderá ser realizada anonimamente através do 190 e do Disque Denúncia (0800 084 29 99).

Sindicatos do RN protestam contra mandados da Justiça baiana

Manifestantes caminham até a sede do Tribunal da Justiça alertando para as conseqüências de se criminalizar reivindicações trabalhistas.


Por Tiago Medeiros

Vários sindicatos e movimentos sociais realizam um Ato Público esta manhã (10), próximo ao viaduto do Baldo, Zona Leste de Natal, em repúdio à postura do Governo baiano de tentar criminalizar a greve dos policiais militares. 

Eles caminharão até a sede do Tribunal de Justiça chamando a atenção dos natalenses para as conseqüências de se criminalizar reivindicações trabalhistas.

No sábado (4), o Tribunal de Justiça baiano, a pedido do governador Jaques Wagner (PT), decretou a prisão dos líderes da greve da Polícia Militar da Bahia. Entre eles, o cabo, potiguar, Jeoás Nascimento do Santos, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do RN.

Jeoás e outros 11 policiais militares que compões a Associação Nacional de Praças (Anaspra) são acusados por atos de vandalismo, roubos e formação de quadrilha, durante os protestos dos policiais baianos.

Ontem (9), a presidente Dilma Rousseff afirmou que é contra a anistia dos policiais militares baianos, em greve desde a terça-feira (31).

RIO DE JANEIRO: Polícias Civil, Militar e Bombeiros entram em greve

PM não sairá dos quartéis; com 30% do efetivo, Civil e Bombeiros atenderá a emergências. “Agora é com o Exército e a Força Nacional”, disse porta-voz da greve

Responsável pelo patrulhamento ostensivo das ruas do Rio, a Polícia Militar foi a corporação que mais radicalizou na greve, entre as forças de Segurança Pública que decidiram na noite desta quinta-feira pela paralisação no Estado. Os PMs optaram ficar em greve aquartelados em seus batalhões, sem sair para nenhuma ocorrência.

“Agora, é com o Exército e a Força Nacional!”, disse o policial Wellington Machado, que anunciou a decisão da comissão de greve. “O que acontecer nas ruas não é mais problema da PM”, afirmou um oficial que preferiu não se identificar.
 “A orientação é para a população não sair de casa”, afirmou o soldado Thiago Reis, integrante do comando do movimento.
Tropa de reserva técnica do comando da PM, Bope e Batalhão de Choque também teriam aderido à greve, de acordo com os manifestantes, e só sairiam em caso de resgate de reféns ou policiais feridos.
De acordo com os manifestantes, a primeira condição para o início das negociações com o governo é a libertação do cabo Benevenuto Daciolo.
Nesta madrugada, a orientação era que os policiais já seguissem para suas unidades, onde permanecerão por tempo indeterminado. “Se puderem levar as esposas, levem. A família deve ficar próximo do policial neste momento. Policiais inativos também estarão aquartelados”, afirmou Wellington.
A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros também optaram pelo aquartelamento, porém destinarão 30% do efetivo a atender ocorrências graves.
No caso da Polícia Civil, serão registrados casos que envolvam risco de morte e violência; a Delegacia de Homicídios será a única unidade que funcionará normalmente; os bombeiros também vão operar em incêndios graves e acidentes com vítimas, ou afogamentos, por exemplo.
“Estamos pedindo calma aos policiais. Em nenhuma hipótese serão tolerados atos de vandalismo”, disse o diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis, Francisco Chao.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ACS não ver motivos para greve da PMRN

Publicado por  em fevereiro 9, 2012



O diretor da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do RN, soldado João Figueiredo, disse que hoje não há razões para iniciar uma greve aqui no Rio Grande do Norte. “Negociamos com a governadora, e o comandante geral [coronel Francisco Canindé Araújo] esteve acompanhando as conversas. Aguardaremos os prazos acordados com o Governo”, disse.
As associações de policiais militares reconhecem a realidade financeira vivida por cada Estado e lutam por melhorias salariais e condições de trabalhos.
Figueiredo ainda alertou para os riscos de se criminalizar um movimento de reivindicação de trabalhadores, e questionou a atitude do Governo em decreta a prisão dos líderes do movimento em presídios federais. “Hoje são policiais militares que estão sendo presos, e amanhã? Policiais civis, médicos, professores?”
Nessa sexta-feira (10), vários sindicatos e movimentos sociais realizarão um Ato Público, próximo ao viaduto do Baldo, Zona Leste de Natal, em repúdio a postura do Governo baiano em tentar criminalizar a greve dos policiais militares.

RIO DE JANEIRO: Deputados aprovam aumento para policiais em meio a temor de greve

Publicado por  em fevereiro 9, 2012


A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira o projeto que aumenta o salário de policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários.

Foram 59 votos a favor e um contra, segundo informações do jornal O Globo. O reajuste no Rio será de 39%, gradual, até fevereiro de 2013.
O aumento ocorrem em meio a temores de uma paralisação de bombeiros e policiais fluminenses.
Nesta quarta-feira, foi divulgada uma gravação em que o líder grevista da Bahia, Marcos Prisco, articulava a expansão do movimento da PM baiana para o Rio.
Tanto Prisco, quanto o bombeiro fluminense Benevenuto Daciolo, foram presos nesta quinta-feira.
Prisco foi detido durante a desocupação da Assembleia Legislativa baiana e Daciolo no aeroporto do Galeão, onde desembarcava vindo da Bahia.

BAHIA: Dilma diz que é contra a anistia de PM’s grevistas

Publicado por  em fevereiro 9, 2012
A presidenta Dilma Rousseff se mostrou categoricamente contra a anistia pedida por policiais grevistas da Bahia. “Por reivindicar, as pessoas não têm de ser presas nem condenadas, mas por atos ilícitos, por crimes contra o patrimônio, crimes contra a pessoa e contra a ordem pública, não podem ser anistiado”, disse ela em rápida entrevista ao vistoriar obras da ferrovia Transnordestina, no município de Parnamirim, sertão pernambucano, a 561 km do Recife.
“Se anistiar, aí vira um país sem regra.” A presidente afirmou que o Brasil tem hoje uma visão de garantia da lei e da ordem muito moderna. “Nós não consideramos que seja correto instaurar o pânico, instaurar o medo e criar situações que não são compatíveis com a democracia.”
“Não concordo em alguns casos, de maneira alguma, com processo de anistia que parece sancionar qualquer ferimento da legalidade, não concordo e não vou concordar”, enfatiza.
Segundo ela, numa democracia sempre se tem que considerar legítimas as reivindicações, mas há forma de reivindicar. “Não considero que aumento de homicídios na rua, queima de ônibus, entrada em ônibus encapuzados, sejam uma forma correta de conduzir o movimento”, acrescentou ela, que disse ter ficado “estarrecida” ao assistir as gravações entre líderes de movimentos da Polícia Militar divulgadas pela TV Globo na noite de ontem.
“Há outros interesses envolvendo toda essa paralisação”, completa. A presidente disse aguardar com muita expectativa o desenrolar de todos os acontecimento e garantiu que o governo federal vai agir prontamente com suporte e apoio aos governadores sempre que eles peçam. “Em os governos solicitando, terão presença garantida do governo federal em todas essas questões”, finaliza.

BAHIA: PM’s grevistas deixam prédio da Assembléia Legislativa

Publicado por  em fevereiro 9, 2012

O primeiro grupo de grevistas sitiados na Assembleia Legislativa da Bahia começou a deixar o prédio por volta das 6h25 desta quinta-feira para se render, após nove dias de ocupação. A greve não acabou e o grupo voltará a se reunir para discutir a mobilização, segundo os grevistas.
Os grevistas passam por uma triagem em um corredor formado por formado por policiais da Força Nacional de Segurança, Exército e Polícia Federal e são liberados, alguns deles carregando mochilas, colchonetes e roupas. Eles acenam negativamente com a cabeça sinalizando que não vão falar com a imprensa.
Apenas um deles conversou com a reportagem da Folha. Ele disse que a greve não acabou e que a decisão de deixar o local foi tomada em assembleia durante a madrugada. Segundo o grevista, o grupo atendeu uma solicitação do Prisco entendia que seria mais seguro eles se entregarem porque havia uma determinação de reintegração de posse e poderia haver um confronto.
Os grevistas começaram a preparar sua rendição por volta das 5h desta quinta-feira. Um forte aparato de segurança foi montado em frente à assembleia com deslocamento de tropas, veículos militares e a colocação de grades de ferro para isolar os trechos onde os policiais deverão passar. Cerca de 1.500 homens do exército estão na assembleia.
Às 5h40, carros estacionados perto da entrada do prédio começaram a ser guinchados pelo exército para facilitar a operação.
Uma comissão –que inclui militares– seguiu às 5h50 em direção ao prédio para conversar com um grupo de grevistas na rampa da Assembleia.
Segundo um dos advogados dos grevistas, Rogério Andrade, a decisão foi tomada porque os grevistas avaliaram que não teriam mais condições de manter a ocupação do prédio, que teve a luz e a água cortadas. Os militares também bloquearam o acesso de mantimentos no local.
Ainda segundo o advogado, a desocupação não significa necessariamente o fim da greve que deverá ser decidida pela própria categoria.