quarta-feira, 30 de maio de 2012

Comando da PM divulga normas para restituição de Gratificação de Fardamento PM/CBOM


O BG Nº. 100 de 29 de Maio de 2012, traz nota da Diretoria de pessoal da PM, informando o procedimento a ser adotado para se pedir a restituição.

XIII - DIRETORIA DE PESSOAL  requisitos Nota para BG nº. 0026/2012-DP/2 de 29 de maio de 2012.
O DIRETOR DE PESSOAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO NORTE, usando das atribuições que lhe confere o artigo 15, da Lei Complementar Nº. 090,
de 04 de janeiro de 1991;
CONSIDERANDO a constatação de uma grande demanda de requerimentos de militares
pleiteando a restituição pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte
(IPERN) dos descontos incidentes sobre o Curso de Aperfeiçoamento, a Gratificação de Função
Policial, a Gratificação de Moradia, a Gratificação de Fardamento, o Adicional de Tempo de
Serviço, a Gratificação de Risco de Vida, o 1/3 de férias e o 13º Salário;
CONSIDERANDO a Nota Para BG Nº 0012/2012-DP/2, de 16 de março de 2012,
publicada no BG Nº 051, de 16 março de 2012, que solicitou o aguardo do pronunciamento do
IPERN sobre cronograma de restituição a ser elaborado;
CONSIDERANDO que desde o mês de abril de 2012, o IPERN suspendeu o
recolhimento da contribuição previdenciária sob a rubrica 329 – Gratificação de Fardamento
PM/CBOM, porém ainda não se manifestou sobre o cronograma de restituição do valor recolhido
de forma equivocada, no período de junho de 2007 a março de 2012;
CONSIDERANDO que a Lei Complementar Nº 308, de 25 de outubro de 2005,
estabelece em seu artigo 28, que o pedido de repetição de indébito previdenciário deverá ser
encaminhado ao órgão gestor previdenciário, no caso o IPERN, e, que o artigo 29, estabelece
que o direito de pleitear a restituição de indébito previdenciário extingue-se em cinco anos,
contados da data do recolhimento indevido;
INFORMA:
1. Que os militares interessados na restituição dos valores descontados equivocadamente,
no período de junho de 2007 a março de 2012, sob a rubrica 329 – Gratificação de Fardamento
PM/CBOM, deverão ingressar com requerimento administrativo dirigido ao Presidente do
IPERN, conforme modelo disponibilizado no site www.ipe.rn.gov.br, com cópia anexa da carteira
de identidade e do comprovante de residência, acompanhados do original para reconhecimento
no momento da entrega, bem como ficha financeira do período a ser restituído. 
2. Publique-se e arquive-se na Diretoria de Pessoal – DP/2.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Soldados da PMRN não tem perspectiva de ascensão


Polícia Militar do RN completará, no próximo mês de junho, 178 anos de existência, mas seus soldados ainda não possuem qualquer perspectiva de ascensão profissional.
A legislação militar prevê a promoção ao soldado à graduação de cabo após 15 anos de efetivo serviço, desde que cumpram alguns requisitos. No entanto, nem assim os soldados da Policia Militar estão sendo promovidos.
Há pouco mais de dois meses foi publicado neste blog o caso de um soldado que foi transferido para a reserva remunerada na mesma graduação que ingressou na PMRN no ano de 1988. O caso desestimula os PM's e aumenta a cada dia o número de "baixas" na corporação, já que muitos procuram o ingresso em outras carreiras.
Por outro lado, enquanto os soldados da PM passam mais de uma década para visualizar uma promoção, sargentos e oficiais têm garantia de promoções a cada ano. Isso por que a legislação não prevê mais de dez anos para obter a promoção. O 3º sargento, por exemplo, para ser promovido à graduação seguinte deve possuir, no mínimo, seis anos na função de 3º sargento; já para oficiais o tempo mínimo de interstício na permanência de um posto é menor.
Para diminuir essas disparidades, o comando da PMRN e entidades representativas vêm se reunindo desde o ano de 2011 para elaborar uma nova Lei de Promoções. No entanto, apesar da minuta já está pronta o projeto ainda não foi encaminhado para o Governo do Estado para apreciação.
Enquanto isso, os soldados da Polícia Militar do RN ainda continuam esperando por uma oportunidade de promoção quer seja a uma das mais de 1000 vagas à graduação de cabo ou das 800 vagas à graduação de sargento, visto que desde o ano de 2010 o Comandante Geral anunciou a realização dos concursos internos os quais ainda não passaram de algumas reuniões das Comissões dos respectivos certames.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Policiais Femininas utilizam de humor para conscientizar sobre danos causados pelo trote aos telefones emergenciais


Por: Assessoria de Comunicação da PMRN

Foto: PMRN
Apresentação do Grupo de Teatro Absolutas
Apresentação do Grupo de Teatro Absolutas

Composto, em sua maioria, por Policiais Militares Femininas, o Grupo de Teatro Absolutas foi idealizado pela Sargento PM Célia com o objetivo de difundir um trabalho sócio-educativo, conscientizando a população norte-riograndense acerca do trabalho Policial Militar no Estado.

O Grupo é composto por Policiais Femininas e Masculinos que trabalham nas mais diversas modalidades de policiamento, servindo sempre à Polícia Militar e à sociedade potiguar.

Entre tantas apresentações, o Grupo de Teatro Absolutas atualmente vem conscientizando a população acerca dos danos causados pelo trote efetuados para os telefones emergenciais. Os trotes correspondem atualmente a cerca de 60% do total de ligações recebidas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), prejudicando o atendimento ao cidadão que realmente necessita dos serviços emergenciais.

O Grupo de Teatro Absolutas, dessa forma, vem realizando um trabalho educativo, alertando, de maneira irreverente, para os danos causados por essas práticas delituosas. "A apresentação tem um caráter social, visto que fala sobre a prática do trote para os telefones de emergência", afirmou a Sargento PM Célia.

Com humor, o Grupo de Teatro alerta, principalmente às crianças, do prejuízo do trote para a segurança de toda a população, orientando, por fim, que acionem a Polícia Militar ou qualquer outro órgão emergencial somente em caso de real necessidade.

Para contactar o Grupo, os órgãos interessados devem encaminhar Ofício direcionado ao Comando Geral da PMRN e/ou entrar em contato com a Sargento PM Célia pelo telefone (84) 8851-2451.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Tenente disponibiliza documentos para segurança jurídica dos PM’s

Por Sd Glaucia
Tenente Daniel
O 2º Tenente Daniel, Comandante do Pelotão de Pipa, entrou em contato com o blog e disponibilizou para os policiais militares do RN uma série de documentos que visam garantir a segurança jurídica das ações policiais durante uma ocorrência.
A iniciativa do Oficial se deu através da análise de uma grande quantidade de sindicâncias e processos instaurados em desfavor de policiais, provocando uma insegurança jurídica para esses operadores de segurança pública.
Abaixo segue a nota enviada pelo Oficial ao blog da Sd Gláucia:
Olá companheiro(a)s,
Após verificar a grande quantidade de sindicâncias e processos instaurados em desfavor de companheiros em ocorrências aparentemente corriqueiras, decidi organizar alguns modelos de documentos que devem ser utilizados pelos Policiais Militares que trabalham diretamente nas ruas.
Se todos tivessem o costume de elaborar boletins de ocorrência, auto de resistência, auto de entrada em domicílio, e outros documentos, dificilmente o policial iria “se enrolar”após o encerramento de uma ocorrência.
É interessante que cada militar tenha uma pasta separada em casa, onde coloque as cópias ou os originais dos boletins e demais documentos de ocorrências que participou de forma direta, pois quando for chamado à Justiça e/ou Corregedoria, terá sempre ao seu lado a prova documental que agiu estritamente de acordo com a legislação em vigor.
Resolvi organizar e colocar à disposição dos senhores os seguintes modelos: BOPM (Boletim de Ocorrência Policial Militar), Auto de Resistência à Prisão, Auto de Entrada em Domicílio e Laudo de Exame de Corpo de Delito para Flagranteado.
O BOPM, dos modelos citados anteriormente, é o mais comum em nosso meio. É utilizado para narrar ocorrências desde as mais simples como até as de maior complexidade. Nele deve conter os dados de todas as pessoas envolvidas, além de dados complementares, como a apreensão de bens, se houver, bem como o tipo do desfecho da ocorrência, SEMPRE com a assinatura do Policial Civil ou Federal, a depender do tipo de crime. Vale ressaltar, que após concluir o histórico, o PM coloque ao final que o preso está sendo entregue em perfeitas condições físicas e mentais, se for o caso.
O Auto de Resistência à Prisão deve ser utilizado quando houver algum tipo de agressão/reação por parte do flagranteado, devendo o policial utilizar da força física necessária para cessar a agressão e a paz pública ser retomado, lembrando sempre de colher assinaturas no local, e caso não seja possível, colocando dois policiais presentes para serem testemunhas.
O Auto de Entrada em Domicílio deverá sempre ser confeccionado quando o PM adentrar em uma residência com o consentimento de qualquer morador, sempre chamando testemunhas para presenciarem e assinarem, evitando assim que o PM responda uma possível invasão de domicílio.
E finalmente o Exame de Corpo de Delito para Flagranteado, é um dos documentos mais importantes e este não pode deixar de ser feito pelo militar que efetua uma condução ou uma prisão em flagrante de um suspeito. Apesar de haver controvérsias que este modelo não tem validade para a Polícia Civil, eu acredito que há sim, e a assinatura do médico ao final, atestando a situação física do conduzido tem validade perante a Justiça, como qualquer outro documento. Já aconteceram diversas situações que o policial conduz o suspeito para a DP e após a entrega, ele aparece morto no dia seguinte na cela. Este documento, se foi feito antes da entrega do preso, com certeza resguardará o policial que o entregou em perfeito estado físico e mental na DP. É aconselhável que seja feito em duas vias, ficando uma na DP e o outro em seu arquivo pessoal.
Os modelos estão à disposição de todos os militares que acessarem o linksites.google.com/site/manualpraticodopm/config/pagetemplates/download-de-arquivos
Sintam-se à vontade para modificar o cabeçalho ou adaptar de acordo com as peculiaridades da unidade na qual serve.
Atenciosamente,
2º Ten. QOPM Daniel
Comandante do Pelotão de Pipa/RN
pelpipa@rn.gov.br

domingo, 8 de abril de 2012

Delegados teriam vendido 20 kg de cocaína

As denúncias relativas a crimes supostamente praticadas por delegados da Polícia Civil são extensas e, dentre elas, atribuem o delito de tráfico de drogas a esses policiais. De acordo com o documento, profissionais da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) da Polícia Civil teriam orquestrado a venda de parte de entorpecentes apreendidos durante operações. Os delegados Ronaldo Gomes, Márcio Delgado Varandas e Lenivaldo Pimentel, além de uma pessoa identificada apenas como Geovane teriam vendido parte da cocaína apreendida durante operação em Jenipabu – Região Metropolitana – durante o ano de 2008.
Na oportunidade foi anunciado que operação resultou na apreensão de 100 quilos de cocaína. Para o denunciante, o caso vai além. Segundo o documento, a Deicor deflagrou operações paralelas em que ocorreram mais apreensões. “Várias diligências foram deflagradas pelo Deicor, resultando numa quantidade bem maior do que o divulgado”, revela. O documento enumera o que supostamente ocorreu após a ação policial: 1) “as diligências posteriores resultaram numa apreensão de aproximadamente 20 kg, que foi vendida em Recife pela quantia de 3 milhões”; 2) “Quem vendeu a cocaína foi o APC Geovane, lotado no Deicor e pessoa de confiança do Dr. Ronaldo Gomes, ex-agente penitenciário, que devido a antiga profissão tinha contatos com algumas traficantes, tendo realizado a venda na cidade do Recife”; 3) “o dinheiro foi dividido em partes iguais entre Ronaldo, Lenivaldo e Marcio Varandas ( 2,5 milhões) tendo o APC Geovane ficado com 500 mil (usou recentemente 300 mil para comprar um apartamento)”
O caso
O delegado Ronaldo Gomes de Moraes, então titular da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), foi o responsável pela condução do inquérito que apurava a apreensão de cerca de 400 quilos de entorpecentes. A ação recorde ocorreu no ano de 2008. Sob o título de “Laboratório do tráfico é desativado”, a TRIBUNA DO NORTE noticiava a prisão de uma dupla de traficantes e uma grande quantidade de drogas, entre crack e cocaína. A ação ocorreu no dia 8 de outubro de 2008 em uma casa na zona rural de Extremoz – Região Metropolitana. “Num lance de pura sorte, o destacamento da Polícia Militar de Extremoz desmantelou um laboratório de refino de cocaína na comunidade de Tabu, numa área limítrofe ao mangue localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) da praia de Jenipabu. No local foram presos dois paulistas: Newton de Albuquerque Gomes Andrade e Cláudio Martins Júnior, ambos de 32 anos”, informava a reportagem.
O delegado de Extremoz Vicente Gomes Filho lavrou o flagrante delito dos traficantes, mas o inquérito seria conduzido pelo delegado Ronaldo Gomes. Na oportunidade, a estimativa da polícia era que a apreensão da droga pudesse ter causado um prejuízo de R$3 milhões para a dupla criminosa. Quase uma semana depois, a Polícia Civil encontrou mais de 100 quilos de cocaína escondidos em veículo tipo Land Rover, de placas GGI-6868, que estava na residência dos suspeitos. A droga foi avaliada em R$ 25 milhões e estava sob um fundo falso da picape.
“Do jeito que está aí, poderia ser multiplicado em cinco vezes aumentando o lucro da quadrilha”, declarou o delegado Ronaldo Gomes na época.
Em junho de 2006, a TRIBUNA DO NORTE publicou uma matéria intitulada “Execuções viraram rotina no Oeste”. Nela, as informações diziam respeito à recorrência de práticas de homicídio naquela região do Rio Grande do Norte. “As execuções sumárias, que permanecem insolúveis, já somam nove, registradas em Mossoró e região, desde o começo deste ano. Crimes com estas características são muito comuns na região, principalmente, porque não existem testemunhas ou quem presenciou tem medo de falar. A pistolagem ocorre, na maioria das vezes, na casa da própria vítima, numa ousada atuação que desafia as autoridades. Ou simplesmente, num lugar ermo, onde ninguém tenha visto. É uma característica, também muito comum, de serem agricultores normalmente envolvidos com algum tipo de ilícito”, dizia a reportagem.
De acordo com a denúncia obtida pela TRIBUNA DO NORTE, esses recorrentes crimes de homicídio podem ter relação com policiais civis e militares: “Desde o ano de 2005 que várias mortes vem acontecendo na Região Oeste sem que ninguém investigue a fundo os autores”. Segundo o documento, “é sabido dentro das instituições policiais que muitas destas mortes foram arquitetadas pela Família Veras com a participação de policiais civis e militares”.
Conforme a denúncia, algumas morte são suspeitas e devem ser investigadas a fundo. José Reis de Melo, Edson Patrício Diniz Júnior, José Garção de Campos Neto, Edson Vieira de Lima, Antônio Gomes e Antônio Amorim. Alguns deles teriam relação com crimes praticados contra integrantes da família Veras, como José Reis que confessou ter participado do assassinato dos irmãos Vicente e César Veras. Muitos foram executados e tiveram os corpos abandonados em estradas carroçáveis e terrenos de difícil acesso.
Segundo o documento, “toda e qualquer investigação a ser realizada sobre os fatos acima expostos, jamais poderá ser feita pela polícia do Rio Grande do Norte, pois os policiais citados fazem parte da cúpula das polícias civil, militar, PF e da Sesed, inviabilizando e tornando suspeita toda e qualquer apuração”
Vingança seria em resposta à morte de PM
“A morte de Vidalvo Miguel da Silva foi expressamente comandada de dentro da Sesed, para demonstrar “o que faz a polícia com quem mata policial”. Esse trecho da denúncia contido na primeira página do documento diz respeito à morte do soldado PM Bruno Smith – alvejado durante ocorrência de assalto no município de Jucurutu.
Vidaldo Miguel da Silva é suspeito de ter matado o soldado Smith durante um assalto realizado em Jucurutu – a 230 quilômetros da capital. O crime ocorreu em março de 2011. O corpo de Vivaldo foi encontrado pouco tempo depois, já em estado de decomposição e com uma arma de fogo próximo ao cadáver. Damião Régis e Francisco Miguel da Silva, suspeitos de ser parceiros de Vivaldo e estar presentes durante assalto que terminou na morte do soldado PM Bruno Smith, também foram assassinados. De acordo com a versão oficial, policiais trocaram tiros com os suspeitos a 10 quilômetros de Jucurutu, que foram alvejados e mortos.
Para o denunciante, isso representa “outro fato que demonstra que a ‘ordem é matar’ é a morte de Damião Régis e Francisco Miguel (parceiros de Vidalvo Miguel) que também foram mortos, quando poderiam ter sido presos”.

Delegados são investigados por crimes

Assassinatos, tráfico de drogas, formação de quadrilha, extorsão, corrupção e tráfico de influência. Esses são alguns dos crimes atribuídos a delegados e agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, um agente da Polícia Federal que trabalha na Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, e um funcionário aposentado da Assembleia Legislativa potiguar. As denúncias desses supostos crimes já são de conhecimento da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), órgão vinculado diretamente à Presidência da República.
Baseado nessas denúncias, o delegado geral de Polícia Civil, Fábio Rogério Silva, designou na quarta-feira passada uma comissão tríplice para apurar os supostos crimes. A comissão é formada pelos delegados João Bosco Vasconcelos de Almeida, Laerte Jardim Brasil e Marcus Dayan Pereira Teixeira de Vasconcelos.
A portaria, de número 020/2012, não faz referência aos supostos crimes. Da mesma maneira, não cita os nomes dos policiais que teriam relação com os delitos. O documento diz somente que a comissão deve “instaurar e concluir, no prazo legal, inquérito policial objetivando apurar as denúncias contidas nos documentos anexos ao Ofício nº 365/2011 – SNPDDH/SDH/PR”. A sigla é referente à Secretaria Nacional de Promoção e Defesa de Direitos Humanos.
Procurado pela TRIBUNA DO NORTE, Fábio Rogério disse – através da assessoria de imprensa – que como a investigação corre em caráter sigiloso, não irá se pronunciar sobre a portaria. A TN também procurou um dos delegados que compõem a comissão. “Recebemos essa incumbência agora. Não podemos falar nada neste momento”, limitou-se a dizer o delegado.
“Ordem é matar”
A TRIBUNA DO NORTE teve acesso com exclusividade às denúncias encaminhadas à Secretaria Nacional de Promoção e Defesa de Direitos Humanos. O documento, apócrifo, foi protocolado em 10 de junho do ano passado sob o número: 00005.004292/2011-71. Dez dias depois, o secretário substituto de Promoção e Defesa de Direitos Humanos, Gabriel Silva Ribeiro, enviou ofício (de número 365/2011) ao ouvidor de Polícia do RN, Geraldo Soares Wanderley.
Após tramitar na Casa Civil, na Corregedoria Geral e na Secretaria de Segurança, as denúncias chegaram nas mãos do delegado geral. Fábio Rogério decidiu designar a comissão tríplice na semana passada.
A TRIBUNA DO NORTE obteve cópia das denúncias, que são feitas em cinco páginas de papel ofício, em Brasília. O documento é atribuído ao Sindicato dos Policiais Civis do RN (Sinpol). Logo na primeira página, o denunciante frisa que “por não ter um plano se segurança devidamente traçado, a ‘ordem é matar’ para mostrar serviço perante a governadora e a sociedade” (sic). Fato teria ocorrido no ano passado.
O denunciante ressalta que “toda e qualquer investigação a ser realizada sobre os fatos jamais poderá ser feita pela polícia do Rio Grande do Norte, pois os policiais citados fazem parte da cúpula das Polícias Civil, Militar, PF e da Sesed, inviabilizando e tornando suspeita toda e qualquer apuração” (sic).
O denunciante diz que crimes ocorridos em abril de 2011 “demonstram claramente o que estou falando”. Ele exemplificou usando quatro assassinatos atribuídos à polícia potiguar. As vítimas foram: os assaltantes Vidalvo Miguel da Silva e Damião Régis e Francisco Miguel, além de um outro cujo nome não é citado no documento. Para o denunciante, esses homens foram mortos “quando poderiam ter sido presos”.
A pessoa que encaminhou a denúncia à SNPDDH diz que desde 2005 que várias mortes são registradas na região oeste potiguar. Segundo ela, “é sabido dentro das instituições policiais que muitas destas mortes foram arquitetadas pela família Veras com participação de policiais civis e militares” (sic).
Nesse trecho do documento, o denunciante se refere aos delegados Ronaldo Gomes de Moraes e Sheila Maria Freitas de Almeida, ao funcionário aposentado da Assembleia Legislativa Admilson Fernandes e ao agente de Polícia Federal Sílvio Marcelino da Silva Júnior. (Veja quadro)
O documento também trata do crime de tráfico de influência dentro da Polícia Civil. O denunciante tratou esse capítulo como “Esquema de nomeações estratégicas da Degepol”. O crime teria sido cometido na época em que Ronaldo Gomes era delegado geral. O objetivo do dito “esquema” era “dar cobertura a determinadas irregularidades e recebimentos de propinas”.
O denunciante cita outros quatro delegados como partícipes desse “esquema”: Sílvio Fernando, Gustavo Santana, Delmontiê Falcão e Márcio Delgado Varandas.
Segundo o documento, Sílvio Fernando, titular da Delegacia Especializada de Costumes (DEC) é “amigo íntimo do traficante e homicida Novinho do Gás [Wagner Miguel de Araújo Galvão]“. O delegado teria inclusive sido “flagrado numa filmagem feita pelo Dr. Rolim [Raimundo Rolim de Albuquerque Filho, também delegado de Polícia Civil] viajando numa camioneta de propriedade de Novinho do Gás. Atualmente dá cobertura ao ‘Esquema do Gás’, tirando do caminho os concorrentes de Novinho” (sic). O documento ressalta que Wagner Miguel teria relações amorosas com “uma sobrinha do Dr. Ferraz, atual subsecretário de Segurança, (…), onde a ordem é não mexer com Novinho” (sic). Na verdade, o delegado de Polícia Federal aposentado Airton Ferraz ocupa o cargo de secretário-adjunto da Sesed.
O delegado Gustavo Santana foi citado no documento porque, quando estava na Delegacia de Costumes, teve, de acordo com o denunciante, “seu nome encontrado nas agendas dos bicheiros Luiz Correia e Marcelo Correia, presos e envolvidos numa operação que apreendeu várias máquinas caça-níqueis”.
Delmontiê Evaristo Falcão, que hoje está na Delegacia Especializada na Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), foi citado porque estaria “envolvido num esquema de roubo de cargas na época em que era delegado de Assu, fato que está sendo investigado pela Polícia Federal”.
Por último, o delegado Márcio Delgado teve o nome ventilado na denúncia por ter sido nomeado para a Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot). A designação teria por objetivo “abafar o inquérito policial que está apurando as irregularidades do IPEM, que tem como acusado o ex-diretor Richardson [de Macedo Bernardo, preso na operação Pecado Capital e solto recentemente após a revogação dessa prisão]“. O denunciante frisa ainda que Richardson seria um “testa de ferro do deputado Gilson Moura”.

Policial Militar ganha 1ª Corrida do Choqueano e irá disputar Corrida de São Silvestre

Na tarde deste Sábado de Aleluia, 7, a Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, através do Batalhão de Polícia de Choque promoveu a 1ª Corrida do Choqueano, realizada em alusão ao segundo aniversário da Unidade Especializada.
Participaram da corrida rústica cerca de 500 atletas, divididos em sete categorias de competição, onde o primeiro lugar geral teve como premiação uma passagem aérea de ida e volta para participar da Corrida de São Silvestre, em São Paulo.
O Soldado PM José Adailton Barbosa, membro do Clube de Atletismo do Rio Grande do Norte, cumpriu o percurso de 6,2 km em 19 minutos e conquistou o 1º lugar geral. O 2º e 3º lugar geral ficaram, respectivamente, com José Pereira da Silva e Josivan dos Santos Carvalho, ambos membros do Clube de Atletismo.
Já a categoria feminina teve como vencedoras as atletas Sandra Maria Alexandre da Silva, Gerlaneiara da Silva e Raisa Marcelino, ocupando o 1º, 2º e 3º lugar. A categoria de atletas especiais, portadores de deficiência física, tiveram como vencedores Pablo Gustavo Ferreira, Cláudio Germano de Soouza Filho e Marcelo Ferreira, conquistando, respectivamente, o 1º, 2º e 3º lugar.
A 1ª Corrida do Choqueano visou integrar, através do esporte, a sociedade potiguar e a Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte.